Acabamos de receber mais três pessoas no time da Empreender Dinheiro. 

Ontem fizemos a integração. 

Três mulheres fortes, uma delas, mãe de três aos 30 anos. No entanto, não quero falar sobre estas profissionais ou sobre minhas percepções sobre o crescimento do time. Talvez um papo para uma próxima Carta. 

Não participei do processo seletivo diretamente, mas me envolvi na escolha dos candidatos. Um deles tinha perfil para uma das vagas, mas levou um ponto de corte por algo que pode alcançar a todos nós – a vulnerabilidade. 

Insistimos em pensar diferente, mas somos permanentemente vulneráveis. Por isso, a importância de pensar e nos preparar para o futuro. A questão é que quanto melhores as condições atuais, mais nos esquecemos que somos vulneráveis. 

Esta candidata estava a um ano e meio desempregada. Estava precisando muito de uma nova oportunidade. Em seu último emprego, sua renda mensal girava em torno de oito mil reais. 

Uma mudança tecnológica, inesperada, custou o seu emprego. 

Segundo a própria profissional, isto vem sendo um grande dificultador em sua jornada para retomar uma posição no mercado de trabalho. Por mais que ela esteja disposta a aceitar uma remuneração menor, as empresas preferem não apostar em alguém que tinha renda maior, sob a crença de que ela estará com a cabeça sempre em alguma outra oportunidade que entregue uma renda mensal similar àquela anterior. 

Logo, ao olhar do empresário, não vale a pena o investimento nessa profissional. 

Oito mil reais pode ser muito ou pouco pra você, isso não importa aqui. O que importa é que é indiscutível o fato de que este é um patamar de renda acima da média nacional. 

Aqui entra o lado irracional das nossas decisões sobre futuro. Em teoria, quanto maior a nossa renda, maior é a nossa capacidade de poupar para o futuro. Sendo que isto não acontece com a maioria de nós. 

Pergunta de 1MM de dólares: por que?

Porque quanto maior a nossa renda, quanto mais nos distanciamos das médias nacionais, quanto mais nos distanciamos da renda média dos nossos familiares e amigos, mais invencíveis nos sentimos. 

Pode parecer arrogante, mas não é. Trata-se apenas de uma consequência natural daqueles que vivem em uma sociedade capitalista, guiada pelo consumo. 

Ou seja, aqueles que mais podem poupar, não poupam (ou, poupam uma mínima fração da sua capacidade de poupança). 

Eu estou verdadeiramente torcendo para que nossa amiga consiga sua recolocação profissional. 
Estou verdadeiramente na torcida. 

A situação dela me fez refletir sobre as milhares de pessoas que cruzam meu caminho, que vejo que tem tudo para enriquecer, mas infelizmente não enriquecem. 

Você pode ser uma destas pessoas, e como me preocupo com você, não poderia deixar de compartilhar esta reflexão. 

Você vai falhar. 
Em algum momento você vai cair. Não importa o quão invencível você pareça hoje. Não importa o tamanho da sua renda atual. 

Nem tudo se resume a dinheiro, claro. 
Mas, ter reservas financeiras é profundamente reconfortante quando nos deparamos com a vulnerabilidade. 

Lutar contra a vulnerabilidade é tolice. 
Nos preparar para ela, é sábio. 

Faça isso. 


Continuo torcendo pelo seu sucesso. 
Seguimos juntos. 

Forte abraço

Arthur Lemos.

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