Nas últimas semanas fui abordado repetidas vezes na rua, por pessoas entusiastas do trabalho que estamos desenvolvendo na Empreender Dinheiro (fico super feliz com o reconhecimento). 

Gostaria de usar o espaço da Carta para falar sobre uma destas abordagens. 
Nesta, há uma lição importante. 


Sábado 06 de Abril
Smartfit Academias, Recife

Em meio a um treino, recebo um convite para palestrar para um grupo de Mastermind (uma espécie de grupo de empresários que se reúnem periodicamente para compartilhar estratégias). As palavras me chamaram atenção: 
 

- Seria legal se você pudesse compartilhar as estratégias digitais, plataformas, ferramentas, copys, enfim. As sacadas mais avançadas que vocês estão usando!
 

Acabei não aceitando o convite por alguns motivos que não convém trazer aqui. Isto importa menos, vamos concentrar naquilo que me despertou para a inclusão desta abordagem na Carta de hoje: “sacadas mais sofisticadas”. 

No mercado financeiro é igual. 

Na verdade, é quase sempre assim. 

Tenho discussões de (quase) alto nível com pessoas que eu descubro, após muita conversa, que tem todo o dinheiro em CDB pós-fixado ou na caderneta de poupança. 

Todo mundo quer saber quais as possíveis reversões de juros, qual o Ebitda normalizado, qual o DI Futuro, como fica tal índice dessazonalizado... 

Ninguém se sente inteligente falando daquilo que importa mais: poupar todos os meses e fazer aportes periódicos em bons produtos. Pronto. 

Eis o problema - aquilo que é básico normalmente não é sedutor, por isso não atrai a maioria. 

O mesmo acontece com empreendedorismo digital. Estamos o tempo inteiro querendo saber quais os mecanismos mais avançados das diversas redes sociais que usamos, como operar nos diversos canais de distribuição disponíveis, qual tipo de página usar (se pessoal ou empresarial), quais tags usar, quais tipos de post fazer, etc, etc. A lista é infinita. 

Neste ritmo, acabo encontrando muitos professores de redes sociais que não tem relevância nas redes. Estranho, porém cada vez mais comum. 

O básico não é sexy, então ninguém dá bola: conteúdo de qualidade, todos os dias, interação e dedicação. Só vai. 

Eu mesmo passei por isso e percebi que a busca por aquilo que é mais sofisticado é, na verdade, uma justificativa para procrastinar aquilo que sabemos que precisa ser feito. 

Para o candidato a investidor, eu diria: pare de estudar o Ibovespa e estude seu orçamento para conseguir poupar com consistência. 

Para o candidato a empreendedor: menos prototipagem, menos canvas e mais execução

Na sua área, na sua profissão, eu tenho certeza que existem atitudes que você poderia começar a tomar hoje, que irão te posicionar muito bem daqui alguns meses. 

Você talvez já saiba quais são essas frentes. 

O que te impede de começar? 

Mais uma vez uso Leonardo da Vinci: “a simplicidade é o último grau de sofisticação”. 

Isto serve pra quase tudo. O que poucas pessoas percebem é que a ordem dos fatores altera sim o produto. 

Fazer o básico não é sexy, mas fazer o básico dá resultado. 

Ter resultados é sexy. 

Comece. 


Estou na torcida pelo seu sucesso. 
Forte Abraço,
Arthur Lemos.

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