Trata-se de um evento beneficente que reuniu 200 pessoas por edição no ano passado, e passará a reunir mais de 400 neste ano. Tudo gratuito para os participantes, inclusive o chopp.

Para planejar e executar o evento, há uma força tarefa envolvida. Isso requer tempo de um time enxuto. Existem também as despesas associadas. Temos patrocinadores, mas sempre existem gastos que nós acabamos assumindo...

A pergunta é – por que uma empresa de pequeno porte deveria dedicar energia a algo que não gera receita imediata?

Pare para refletir. 
Este tipo de iniciativa normalmente é feito por grandes empresas.

O motivo é realmente social, algo que já fazia parte do nosso DNA. Há anos eu patrocino a educação de duas crianças carentes através do Lar de Clara.
Porém, como quase tudo no mundo corporativo, há um interesse por trás. Não faz sentido compartilhar nas redes sociais – eu nunca havia falado abertamente sobre o assunto – mas, acredito que esta pauta pode ser tratada na Carta.

Na Carta de ontem ("amanhã"), comentei que aquele conteúdo teve a função de contextualizar a Carta de hoje (inclusive, por questões operacionais, a versão que você recebeu da Carta de ontem foi errada, por isso, envio a versão correta ao final desta mensagem).

Perdemos oportunidades enormes de reforçar nossa autoridade, todos os dias. Percepção de autoridade trás poder, mas além disso (sobretudo pra quem está começando), trás oportunidades.

Estive com o Dr. Robert Cialdini (autor do Best-Seller Armas da Persuasão) em sua cidade natal, Phoenix, nos Estados Unidos. Um dos conceitos que foi explorado em seu treinamento com profundidade muito superior àquela dos seus livros, foi o de Associação Positiva.

É até intuitivo o fato de que quando as pessoas vinculam sua imagem a outras pessoas bem sucedidas, parte deste sucesso é transferido para você, inconscientemente. Isto serve para pessoas, empresas e marcas.
Porém, quando se entende a aplicação do conceito a fundo, com respaldo científico, você passa a levar as Associações a sério.

Lembre da Carta de ontem (se você não a leu, vale a leitura).
Qual era a minha mensagem ali? Em poucas palavras, fiz um alerta ao viés da recência. Algo que normalmente compromete a racionalidade em nossos processos decisórios, sobretudo quando o assunto é investimentos.

Pergunta de 1MM de dólares – precisava mencionar que a Mirian Leitão esteve no mesmo palco dias antes?

Não.

Não faria qualquer diferença na entrega do conteúdo. Porém, também não feriu. Não ficou cansativo, foram apenas duas linhas pra fazer a menção.

Associar sua imagem, seu conteúdo e sua marca a pessoas de sucesso, em muitas ocasiões, é simplesmente uma questão de opção. Eu optei por incluir a Mirian em meu texto, e você acabou criando algum tipo de associação entre Arthur e a Mirian em seu subconsciente.

Em suas histórias e apresentações, você pode fazer isso ou pode perder a oportunidade.

Em tempo, entenda que isto não se trata de uma discussão sobre a Mirian. Normalmente as pessoas gostam ou desgostam dela. Pessoalmente, fico no meio do caminho – ela não tem pele no jogo, o que me incomoda bastante. Falar é fácil. Porém, sua família tem uma história de vida muito bonita que poucos conhecem e que acredito ser admirável.

A questão não é se você gosta ou não dela, mas o fato de que ela é nacionalmente reconhecida como alguém que transita entre os mais importantes personagens da Economia Nacional, é indiscutível.

Ou seja, "tem que respeitar". Você aí que vive falando mal dela, quantos presidentes de Banco Central entrevistou mesmo? O que quero esclarecer é que ela, assim como milhares de outros exemplos, podem contribuir para a construção da uma imagem sua, mais forte.

Eis o erro que muitos cometem – imaginar que para criar uma associação positiva, é preciso estar com outra pessoa ou outra marca. É o mundo ideal, mas não precisa.

A questão é que a maioria das pessoas (talvez seja o seu caso), se vende menos por não criar associações positivas fortes e com frequência. Isto mesmo, eu quis dizer "se vender". Não precisamos ter muito pudor por aqui ;)

Outra lição: criar associação positiva é um trabalho contínuo, legítimo e público.

Contínuo porque não é uma única associação que mudará a impressão das pessoas sobre você ou sua empresa. Isto vem com o tempo, e com várias associações de valor.

Legítimo porque não se trata de postar uma foto com alguém que claramente não tem vínculo nenhum com você, e que na verdade fica claro que você pediu para tirar aquela foto. Assim, o efeito pode ser reverso.

Por fim, é importante estar ao lado de pessoas que você admira e que podem contribuir para aumentar o valor percebido em sua marca pessoal, mas não esqueça de tornar isto público.

Não me refiro, necessariamente a postar em redes sociais. O fato é que "de nada adianta" ter tido uma conversa incrível com o Jorge Paulo Lemman em uma convenção, se ninguém souber disso.

Como me disse o Bruno Nardon, CEO da Rappi, "...".

Pouco importa. Entendeu, né?

Criar associações positivas fortes é algo que não se ensina em faculdades, MBAs ou em treinamentos corporativos. Deveria.
No médio prazo, faz muita diferença para sua carreira  e/ou empresa.

Quais as associações que você pode incluir nos seus discursos, suas apresentações e suas histórias daqui pra frente?

Por sinal, por que será que investimos energia em planejar e executar um evento que não gera receita imediata mesmo?

Sigo na torcida pelo seu sucesso.
Sinto-me honrado em estar com você todos os dias por aqui.

Abraços,
Arthur Lemos

__________

Você quer receber a Carta do Fundador Diretamente em seu e-mail?

Clique AQUI e inscreva-se!