O motivo é simples: mais uma vez, o conflito de interesses.

Porém, por aqui me sinto à vontade para falar abertamente pois ganho em ambos os cenários: ou vendo, ou contribuo enormemente para sua produtividade e, acredite, sua qualidade de vida. Talvez, eu consiga os dois.

Estive em reunião com um dos melhores advogados societários de Recife na última sexta-feira. Falamos sobre alguns possíveis clientes para nossa área de Assessoria Financeira Empresarial.

Durante 40 minutos, tratamos sobre negócios - foi uma reunião super agradável e animadora. No entanto, os 10 minutos finais me surpreenderam.

O Marcelo comentou: “vocês são fortes no Instagram, não é?” A partir dali, começamos a falar de redes sociais, e não demorou para que ele nos desse uma aula (a Camila Maranhão, sócia da ED Consultoria estava comigo):

“Eu até tenho uma conta no Instagram, mas deletei o aplicativo no final do ano passado. Percebi que havia perdido o controle. 
Notei por várias vezes que quando estava com a minha filha pequena, estava mais preocupado com as notificações do celular. Tá errado.
Em dois meses, li mais livros que no ano passado inteiro. Eu jamais teria conseguido com o Instagram.
Sei que tem muita coisa boa, mas entre ônus e bônus, não estava sendo saudável”.

Por fim, fechou com chave de ouro: “Eu não julgo quem usa, assim como espero que não me julguem por não usar”.

Eu literalmente bati palmas.

Em seu celular, procure pelas configurações da utilização da bateria: em média, nós usamos no mínimo 70% do tempo em nosso telefone, apenas nos aplicativos Whatsapp e Instagram.

O tempo investido em consumir informações incrivelmente inúteis, que não irão agregar absolutamente nenhum valor para a sua vida profissional, pessoal e até mesmo social, é surreal.

Estamos coletivamente viciados.

Assisti a uma palestra em São Paulo onde o palestrante versou sobre o assunto durante uma hora, munido de várias estatísticas que sustentavam este ponto de vista. Fui convencido.

Neste dia eu tinha um jantar de negócios a noite. Remarquei e segui sozinho para um Outback.

Abri meu Instagram e comecei a desseguir em massa. A medida que fui deseguindo as pessoas, fui ficando impressionado com a quantidade de pessoas que 1) eu nem sequer conhecia, 2) eu nem simpatizava, 3) eu não precisava seguir. 

Por que eu precisava consumir meu tempo com as postagens de The Rock, Ivete Sangalo, Neymar, comediantes? A lista de exemplos é extensa e, de certa forma, até ridícula.

Enfim, pra que seguir um perfil de dicas de moda masculina, se eu nunca usei uma dica sequer?

Falo muito, muito sério: nunca vai faltar trechos de comédia pra você. Também não vai faltar fotos sensuais. Pra que seguir 50 blogueiras que competem desesperadamente pela fama social? Apelam cada vez mais, ao custo do seu tempo.

Você não percebe a quantidade absurda de tempo que dedica em um único mês pra consumir conteúdo que você não usa pra nada.

Além disso, quando você quiser consumir estes tipos de conteúdo, você deve ter grupos no seu Whatsapp que tem esse tipo de mídia sempre à disposição.

Eu seguia pouco mais de duas mil pessoas. Passei a seguir 147. Cortei da carne.

Foi libertador.

Passei a seguir apenas amigos muito próximos e perfis que eu acreditava que realmente poderiam agregar valor para mim.

Com o tempo este número foi crescendo, mas continua baixo.

Me custou algumas críticas, claro, afinal de contas desseguir é uma ‘grande ofensa’ nos dias atuais. Algumas pessoas “descobriram” e vieram tirar satisfação.

No entanto, os benefícios foram muito maiores.

Em pouquíssimo minutos, ler “você está up-to-date com seu feed” é para poucos. 

Não consigo (nem pretendo) fazer o que o Marcelo fez - acredito que sabendo usar bem, as redes sociais são incríveis. Além disso, uso como ferramenta de trabalho. Não posso ficar de fora.

Contudo, reconheci (assim como ele), que precisamos ter muito cuidado com a utilização.

Lição de produtividade do dia: pare de acompanhar quem não agrega em nada para sua evolução pessoal ou profissional. 

Seja radical, vale a pena.
Sobre isso:
 

  1. Esta não é uma solução definitiva (continuo parcialmente viciado);
  2. Lembre-se que se você se arrepender, pode voltar atrás. Como falamos nos investimentos, a assimetria é favorável (potenciais ganhos muito superiores às potenciais perdas).


Nenhum “influenciador” vai te falar isso, porque isto pode significar perder sua audiência.

Sem audiência, nada se faz.

Porém, como falei no início, acredito que vou ganhar em qualquer cenário. 

Na pior das hipóteses corro o risco de perder seu contato nas redes sociais por um excelente motivo - mais produtividade em sua rotina. Tudo bem por mim.

Sigo na torcida pelo seu sucesso.
Desejo uma semana extremamente produtiva.

Forte Abraços,
Arthur Lemos

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