Se você não conhece o Happy Hour, trata-se de uma espécie de compartilhamento coletivo de experiências em "tom de Carta do Fundador". 

Desta vez, uma coisa me chamou a atenção.

Recife, 07:04am. 

Acabo de acordar, tomei um desjejum matinal e sentei para escrever a Carta, minutos antes de publicá-la. Estava refletindo sobre o evento de ontem, pensando em que escrever, e percebi que desta vez algo diferente havia acontecido. 

Primeiro, um comentário interessante. Alguns amigos da área de consultoria empresarial estavam presentes e um deles compartilhou o diálogo que teve durante o evento com um dos sócios de uma das maiores consultorias do mundo:

- Você, com sua marca, consegue colocar 500 pessoas em uma sala para um evento como esse?
- Não.

Claro que os negócios e os clientes são totalmente diferentes, ou seja, a comparação não é justa. Mas, ainda assim, vale a reflexão. Vale principalmente se considerarmos que esgotamos 670 ingressos em seis ou sete horas (o número de inscrições precisa ser sempre maior que o número de participantes em função da taxa de quebra). 

Porém, ainda não foi isso que me chamou a atenção. 

Pela primeira vez, muitos amigos pessoais estiveram presentes em um evento da Empreender Dinheiro. Não tantos assim (algo entre 15, dentre as 500 pessoas presentes). Isso me fez refletir sobre o fato de que nos últimos três meses, amigos próximos começaram a contratar as nossas soluções, participando de cursos, mentorias e consultorias.  

Ainda são poucos os "clientes amigos", poucos mesmo, mas quando seus amigos te contratam espontaneamente, o sinal é forte.  

O Murilo Gun certa vez publicou um post desabafando que havia vendido seu curso sobre Criatividade para milhares de pessoas de todo o Brasil, mas que uma coisa o incomodava, ou ao menos o deixava super curioso - nunca, em várias edições do curso, um amigo pessoal havia adquirido o treinamento. 

Como aquilo poderia fazer sentido pra tantas pessoas ao redor do País, mas não fazia sentido pra tantos amigos pessoais?
As conclusões, deixo com você. 

O fato é que encontrar com alguns dos meus amigos foi marcante. Na última edição do Programa Oratória Persuasiva, um ou dois amigos fizeram a inscrição no treinamento. Na última edição do Programa Investidor Profissional, dois ou três. Espontaneamente. Forte sinal.  

Você já viu esse filme - quando alguém vai começar um negócio, é comum chamar os amigos pra uma inauguração, pra postar nas redes sociais, dependendo do negócio, até para comprar e ajudar. Isso é super válido e super recomendável. Destaco apenas que, mesmo sendo legítimo, tenha sempre a clareza de que você só irá validar se está ou não no caminho certo, quando sua receita e/ou sua audiência não dependerem dos seus amigos. 

Pra organizar um evento como o Happy Hour ED, onde precisamos convidar e convencer três empreendedores(as) por edição, um dos nossos maiores desafios é justamente chegar nestes empreendedores(as). É lógico que a cada edição, isto se torna menos difícil pois o evento vai ganhando musculatura e credibilidade, o que nos ajuda bastante na hora dos convites. 

A questão é que, por mais que eu tenha tido acesso a uma excelente educação, não me considero um cara de muitas conexões poderosas. Desde o EMPRETEC (Programa de Empreendedorismo desenhado pelas Nações Unidas e distribuído no Brasil pelo Sebrae), acredito que um dos nossos maiores ativos é a nossa rede de relacionamentos. Inclusive, falamos sobre isso ontem no evento. 

Mas, "infelizmente", a verdade para mim - não sou um cara de tantosrelacionamentos assim. 
E ai, como faz

Quando comecei a Empreender Dinheiro, ninguém postou. Ninguém comprou. Aliás, isso demorou quase três anos pra acontecer. 

A lição da Carta de hoje vale pra quem não tem a rede de relacionamentos que gostaria, assim como vale pra quem tem, mas não tem acesso às pessoas que precisa. Sua rede de relacionamentos é sim um grande e importante ativo. Se ela ainda não for intensa, trabalhe para que seja. E se não for, inclusive, tudo bem - existem outros caminhos. 

Comigo não está sendo com base nos relacionamentos. 
Está sendo com base na raça

Um lema pessoal, que acredito que é aos poucos incorporado à cultura da ED: por cima, por baixo, por um lado, pelo outro ou pelo meio, nós vamos fazer. De alguma forma, faremos.

Você talvez ainda não tenha os relacionamentos que gostaria para chegar onde quer chegar. 
Tudo bem, este não é o único caminho. 

Dê um jeito.
Não desista. 

Seguimos em frente, juntos.
Conte comigo.

Abraços,
Arthur Lemos

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