Alguém pode ler esta Carta e chegar a conclusões precipitadas. Sei disso.
Contudo, falo genericamente. Então, qualquer conclusão precipitada será de fato, precipitada e inconsistente.

O que irei compartilhar nesta Carta é mais um sinal de que este é um espaço íntimo e reservado. 
Você entenderá.


Domingo de Sol, 10 de Março, 15hrs.

Vim trabalhar. Como nosso escritório atual está fechado neste Domingo (estou sem acesso), e ainda tenho a chave da antiga sala da Empreender Dinheiro, vim dar expediente sozinho, no escritório antigo (quem quer, dá um jeito).

Estou dividindo isto porque quero que você saiba o motivo pelo qual eu vim trabalhar neste Domingo.

Nas últimas semanas precisei me envolver com algumas negociações importantes. Estas, juntas, caminharam de forma inesperada e estão exigindo muito do meu tempo. Ao longo do Sábado, mesmo descansando e em família, percebi que em alguns momentos eu estava literalmente tendo reações hormonais e físicas de tanta raiva, sempre que me lembrava de alguns episódios recentes.

Não consegui dormir bem do Sábado para o Domingo, e por isso, precisei reorganizar meu Domingo para produzir. Melhor coisa que fiz – o ritmo de produção está incrivelmente frenético.

Sobre a raiva, faz parte. Inclusive, faz parte mesmo.

Não é a primeira vez que me deparo com algumas “surpresas” empreendedoras e de longe, não será a última. Por isso que repito tantas vezes que precisamos de tesão e paixão por aquilo que fazemos – quando não há, desistimos.

As vezes não desistimos, mas erramos.

No meu caso, sei que preciso deixar a emoção de lado e ser extremamente habilidoso e inteligente. Hora de pensar nos negócios e usar a razão. Isto é exigido de todos nós quase todos os dias. O desafio é que nem sempre é fácil...

Porém, a capacidade de respirar fundo e pensar no business e/ou na carreira é um divisor de águas entre os ‘sempre certos e pouco realizadores’ e os ‘eventualmente incorretos e realizadores de sucesso’.

A Carta de hoje pode parecer confusa, mas acredite – é pura dinamite de vida real.

Você ainda terá vontade de chutar o balde contra seu chefe, sócio(a), parceiro(a), cliente, colaborador(a). As vezes é necessário, claro. Mas muitas outras vezes, respirar fundo e resgatar a inteligência é o melhor caminho.

Não conheço canais onde as pessoas compartilham o dia-dia de forma tão franca como tento fazer por aqui. Se eu perguntasse a um dos meus mentores se eu deveria escrever esta Carta, a resposta seria não. No entanto, sigo firme com meu compromisso com você – bastidores e vida real.

Como lição para a Carta de hoje, quero dividir meus pensamentos sobre a forma como costumo encarar meus problemas.

Duas máximas que sempre me ajudaram e que me ajudam muito:

  1. Os problemas são do tamanho da importância que nós damos a eles.

Aprendi essa com a minha esposa. 

Normalmente nossos problemas provocam angustia ou ansiedade por uma interpretação nossa do futuro. 
Nem aconteceu ainda, calma. Na maioria dos casos, as consequências são bem menores do que imaginamos;
 

  1. Ninguém deve nada a você. Nada. Porra nenhuma.

Aprendi essa com a vida. 

Em relações de parceria (sociedade, acordos comerciais e até mesmo vínculo trabalhista), espere algo do próximo. Se há uma parceria, deve haver deveres e direitos para ambos os lados. Diferente do que muito se fala, acredito que é coerente sim esperar algo do próximo.
No entanto, nunca, sob nenhuma hipótese, espere que o próximo faça mais do que você.

Sozinho(a), não se vai longe. 
Pessoas precisam de pessoas. 
Concordo com tudo isso.

O que estou defendendo é que isto não significa que os outros vão ou devem te empurrar. Se empurrarem, maravilha.

Mas, o único responsável por continuar andando é sempre vocêNão importa o que passou, ninguém te deve nada.

Se você fez o bem ‘logo ali’, existe sempre a possibilidade de esquecerem disso. Na teoria, todos nós sempre queremos o bem de todos, sempre queremos crescer juntos, blá blá...

Na prática, ou você faz o que tem que ser feito, ou conta com a sorte.

Não dependa da sorte. 
Seja foda e faça sua parte. Com sua parte feita, é mais fácil administrar conversas difíceis.  

Elas sempre aparecem.

Não dependa da minha torcida, muito embora você sabe que pode contar com ela.

Seguimos juntos.

Forte Abraço,

Arthur Lemos

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