Trabalhei nos Estados Unidos a convite da Deloitte. Lá, me ensinaram isso.

Lembro que percebi algo estranho já no segundo dia de trabalho. Os consultores e auditores comiam na empresa, enquanto estavam executando suas funções. Quando digo na empresa, estou me referindo ao ambiente de trabalho. Ou seja, nas suas próprias mesas.

Se você não conhece a Deloitte, estamos falando de uma das maiores empresas do mundo, uma das quatro maiores quando o assunto é consultoria & auditoria. A estrutura da Copa no escritório que eu estava era enorme e luxuosa, mas mesmo assim, muitos comiam em suas mesas.

Perguntei para minha gerente local, por que a empresa permitia/estimulava aquilo. 
Nosso diálogo, começando por sua resposta:

- "Os colaboradores preferem"

- "Entendo mas acho tão diferente da política do nosso escritório no Brasil... Como vocês sabem que eles preferem? Será que não estão comendo em suas mesas apenas por fazer parte das regras do escritório"? O que você pensa?

- "Neste caso, não pensamos, perguntamos. Liberamos a alimentação nas baias pois as pessoas nos disseram preferir assim".

Pesquisa. Foi assim que descobriram que os colaboradores preferiam a possibilidade de sair no horário, nem que tivessem que abdicar de uma pausa para comer no almoço (no Brasil, as vezes paramos por quase duas horas).

A pesquisa é uma fonte incalculável de inteligência corporativa. 
Tão simples, tão acessível, porém pouco usada. Estamos habituados a achar e pensar além da conta, quando por vezes podemos consultar o cliente.

Alguém famoso disse certa vez "Se Ford perguntasse aos seus clientes o que eles queriam, eles diriam cavalos mais velozes". Okay, entendo e concordo. "O cliente não sabe o que quer".

Talvez este seja um dos motivos pelos quais não lançamos mão desta ferramenta gerencial tão poderosa. Porém, tenho outro ponto de vista.

Para questões essenciais, nós realmente não sabemos o que queremos até que alguém nos mostre. Mas para questões práticas, sabemos sim. Por enquanto que algo disruptivo não nos é apresentado, continuamos tomando nossas decisões com base em critérios conhecidos. É aí que a pesquisa se mostra muito eficiente.

Por que seu cliente compra de você? O que ele mais gosta? Por que ele volta? O que ele mudaria?

Na dúvida, pergunte.

É impressionante o quanto que aprendemos com os nossos clientes na Empreender Dinheiro. Somos obcecados por pesquisa (isto não significa fazer pesquisa sobre tudo o tempo inteiro). Já tivemos impressões diferentes dos clientes inúmeras vezes. Nestas ocasiões, se aprende bastante.

Acredito que é importante destacar: fazer pesquisa não está associada a formulários, está associado à curiosidade. Uma das perguntas mais comuns que faço a pessoas que não conheço e que falam comigo nas redes sociais: "como você chegou em mim"?

Seu cliente tem muito a compartilhar. Sua esposa, seu marido, seu gerente, seu colaborador.

Pergunte mais, é transformador.

Em tempo, desejo uma super semana e aproveito para perguntar =D 
Temos uma pesquisa!

O que você mudaria na Carta? Está gostando? Sua opinião sobre o tamanho dos textos? Periodicidade? Nível de intimidade dos meus textos, te agrada? O que mais?

Sei que parar para responder exige alguns segundos da sua rotina e que o tempo é disputado. Porém, ficaria feliz em receber sua resposta e aprender com você.

Vamos que vamos. Isto aqui não é uma via de mão única.
Estamos juntos.

Arthur Lemos

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