Boi de cara preta reconhece boi de cara preta”, escutei de um ex-CFO de multinacional para um outro ex-gestor de Multinacional.

 

Ambos tinham mais de sessenta anos e o curioso é que, por mais que eles não estivessem mais atuando em multinacionais, havia ali uma espécie de orgulho no ar. Ambos haviam passado por empresas multinacionais.

 

Faculdade de Administração de Empresas

Ano de 2007

Nesta época, eu achava que os mais ambiciosos eram aqueles que sonhavam em trabalhar em multinacional. Eu me encaixava no perfil.

Hoje em dia, meu ponto de vista é outro.

Acredito que os mais estudiosos são aqueles com grande desejo de compor o time destas empresas. Os ambiciosos de verdade, buscam desafios maiores.

Alguns meses atrás escutei algo intrigante de um amigo que exerce a função de gestor nacional de uma grande empresa multinacional. Estávamos falando de carreira e ele me disse o que escutou de um outro amigo do trabalho: “Nos apoiamos na marca da empresa para vender uma imagem de que somos super-profissionais. Os super-profissionais de verdade, quem é bom mesmo, estes estão empreendendo”.

Ainda de acordo com este amigo, seguramente, mais da metade dos profissionais que atuam em multinacionais não querem estar onde estão.

E por que tanta gente sonha em trabalhar nestas empresas?

Amor platônico. Uma espécie de amor impossível, difícil ou que não é correspondido.

O que acontece?

Princípio universal da escassez - tudo que é raro, nos parece mais valioso.

Quer dizer que ingressar ou atuar em uma multinacional não é/pode ser bom?

CLARO que não é isto que estou tentando defender.

Quando trabalhava na Deloitte, eu enchia a boca de orgulho pra falar isso.

Me achava foda pelo simples fato de ser Deloitte. Hoje, encho ainda mais a boca pra falar que faço parte do time da Empreender Dinheiro.

Quer dizer que uma é melhor que a outra?

São tão diferentes que qualquer comparação é perda de tempo.

O que quero registrar na Carta de hoje é a importância de ser grato por onde você está agora.

Qualquer lugar pode ser especial se você quiser que seja, assim como qualquer lugar pode ser frustrante se você sonha com algo diferente.

O tempo onde fazer parte de um time de centenas de milhares de colaboradores distribuídos pelo planeta era sinal de status, passou. Estamos cada vez mais equiparados.

Um time enxuto que criou uma história, desenvolveu produtos e participou da construção de uma marca, certamente será mais respeitado que um gerente dedicado que “cresceu rápido na empresa”.

Quando perguntei para aquele ex-CFO se ele, caso pudesse voltar no tempo, gostaria de continuar em multinacional, sua resposta: “nunca”.

Lição de hoje: existe espaço para crescimento por todos os lados.

Novamente - nenhum demérito para as multis. Pelo contrário, todos os méritos possíveis.

Este é apenas um texto de igualdade.

Antes de olhar para as oportunidades do vizinho, certifique-se de que você já buscou oportunidades “dentro de casa”.

Nota: quanto mais enxuta a empresa, mais espaço para criar as oportunidades.

Pense nisso.

Seguimos juntos.

 

Forte Abraço,

Arthur Lemos.

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