O Tio Ricco vem ganhando popularidade na internet com a frase "Muito risco, pouco ego". Ao conversar com alguns amigos, percebi que a maioria das pessoas não entende a mensagem.

Evitar riscos sempre, é o mesmo que correr o risco de ser medíocre. Isso vale para qualquer área. Precisamos de risco.

A questão é que, ao assumir riscos, ficamos expostos. Por natureza, evitamos exposição. Além disso, à medida que assumimos riscos, corremos o risco de errar.

Já diria alguém foda: "a única forma de não errar é nunca fazendo nada". Eu ainda discordo da frase, pois "fazer nada" é um grande erro em muitas ocasiões.

O fato é que evitamos o erro, e, por isso, evitamos o risco.
Aqui entra a segunda parte.

Pouco ego.

Nós devemos aceitar que nós erramos. Não somos nem precisamos ser infalíveis.

Assim, desprovido de todos os entraves psicológicos de alguém que quer fingir ser inabalável, conseguiremos assumir mais riscos e turbinar nossa performance.

No caso do Tio Ricco, ele se refere aos investimentos. No entanto, assumir risco e administrar ego é algo válido para a vida.

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Quando o assunto é trabalho/profissão, eu me considero uma pessoa mais vaidosa do que gostaria. Me refiro aqui à vaidade do ego. No entanto, minha lógica egocentrista me deixa demasiadamente confortável comigo mesmo.

Explico melhor.

Hoje em dia, encontramos cada vez mais empresas e pessoas alegando que querem "transformar pessoas e impactar o mundo, a comunidade, etc".

Penso diferente.

Não é que eu não queira transformar pessoas, a questão é que isso é uma consequência. O que busco, mesmo, é transformar a mim mesmo.

Ego.

É impressionantemente óbvio o quanto os meus relacionamentos pessoais e profissionais dependem de mim. Assim, quanto mais desenvolvido eu estiver, melhores serão os desempenhos dos núcleos que transito (família, empresa, amigos, frentes sociais).

Acreditando nisso, o que eu realmente busco é transformar a mim mesmo. Profissionalmente, penso primeiro em mim.

Egoísmo? Talvez. Porém, antes da sua conclusão, tenho uma importante ressalva.

Nos últimos anos, despretensiosamente, descobri que transformar pessoas é uma das coisas que mais me transforma.

Continua sendo um olhar egocentrista, o motivo continua sendo Arthur.
No entanto, o íntimo desse ego é extremamente generoso.

Quero me ajudar, ajudando pessoas. Um pouco louco, talvez, mas é exatamente este o meu sentimento.

Mas Arthur, por que compartilhar tudo isso?

Porque conhecer e entender melhor seu ego é poderosíssimo. Um passo importante da sua jornada de autoconhecimento.

Mesmo que você comece por você, não deixe de pensar nos outros.

Para mim, uma prova disso é a quantidade de pessoas que eu consegui impactar quando abri mão do meu ego (agora me refiro ao ego clássico, aquele ligado à vaidade).

Você não me verá tentando me posicionar como alguém foda, como um empreendedor de sucesso.

O que você encontra em meus conteúdos e posicionamentos é um jovem Empreendedor que está batalhando muito, todos os dias, e enfrentando desafios gigantescos, para assim alcançar seus sonhos.

Ou seja, não quero parecer ser incrível, antes de ser.

Isto é cada vez mais raro nas redes sociais. Acaba fazendo com que as pessoas se identifiquem mais comigo, além de ser libertador.

Pouco ego. Algo que pode te fazer muito bem.

Mais uma vez, a filosofia se aplica para quase todas as áreas da nossa vida. Não apenas a financeira, não apenas a profissional.

Para o dia de hoje, então, proponho uma reflexão:

Onde você precisa se expor mais?
Onde precisa administrar ego?

Certamente, deverá haver algum lugar. Provavelmente, na sua vida profissional.

Aliás, para mim, pouco ego é um grande combustível do risco.
Pense nisso.


Torço pelo seu sucesso.
Conte comigo.

Abraços,
Arthur Lemos.

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