Esta semana falarei de conceitos presentes na Obra 48 Leis do Poder, um clássico sobre a história do poder que aborda o assunto com estratégias polêmicas que envolvem inteligência, planejamento e até mesmo dissimulação.

Muitas pessoas recriminam o livro por sua abordagem pouco ética em algumas passagens. 
Concordo, com uma ressalva.

Quem disse que precisamos aplicar as estratégias exatamente como propostas pelo Autor?

Além do mais, muitas passagens fazem referência a séculos passados. 
Novos tempos, novas abordagens.

Fazendo os ajustes necessários, a obra é hiper relevante para quem quer empreender e para quem busca destaque no mercado de trabalho.

Esta semana irei abordar cinco das principais leis do poder, do meu ponto de vista. 
Hoje, falaremos sobre reputação.

 

Sede da principal Cooperativa de Crédito da Cidade do Recife 
Setembro de 2018

Recebi um convite. Pagamentos mensais em troca de conteúdos em video falando sobre a importância e o papel das instituições financeiras de crédito (ou Cooperativas de Crédito).

No mercado de Educação Financeira, os maiores nomes da atualidade estão entrelaçados em acordos com Instituições Financeiras (Bancos e Cooperativas entram na conta, mas a maior parte está nas Corretoras de Valores Independentes).

O maior problema disto é que se perde a autonomia e sinceridade na opinião emitida. Não dá mais pra confiar 100%. Não é crime, claro. Trata-se de uma questão de posicionamento.

No meu caso, defendo a independência
Ou seja, nenhum vínculo com Instituições Financeiras.

Surge uma dúvida - alguém pode dizer que não há conflitos se o patrocinador pedir que o patrocinado fale de produtos que ele já acreditava.

Exemplo: se uma corretora me pagar para falar sobre a importância de investir em ações, em tese, isso está totalmente alinhado com meu posicionamento ex-patrocínio. Tudo bem então, confere?

Depende do posicionamento.

Minha resposta para a Cooperativa? Muito obrigado, não fazemos. 
Muito embora eu entenda que as Cooperativas são uma excelente alternativa em muitas ocasiões, não topei. O mesmo foi dito para uma Corretora.

Eu entendo o poder e a força da reputação na construção da carreira. Não posso correr o risco (por menor que seja) de parte da minha audiência imaginar que estou perdendo minha autonomia.

Levo isso tanto a sério, que já recusei propostas de patrocínio que em tese, não ferem em absolutamente nada nosso posicionamento.

Um ótimo exemplo recente vem de uma das maiores empresas de aplicativo de mobilidade do país. A empresa sinalizou que gostaria que eu incluísse em minha rotina de publicações nas redes sociais a utilização do seu aplicativo. Em contrapartida um fee mensal, além das corridas gratuitas.

Nada mal. Nada comprometedor. 
Porém, ainda assim, estou pensativo.

Talvez avance pois realmente não há qualquer conflito. Estou mencionando o caso apenas para evidenciar que mesmo não tendo absolutamente nada a ver com o mercado financeiro, fico bastante pensativo.

A reputação é a pedra de toque do poder. 
Preserve-a.

Trecho retirado do livro:

"As pessoas que nos cercam, até nossos melhores amigos, serão sempre até um certo ponto misteriosas. Se ficarmos pensando muito nisso, o mistério dos outros pode ser uma coisa incômoda porque tornaria impossível para nós, julgar outras pessoas.

Portanto, preferimos ignorar este fato e julgar o próximo pela aparência (aquilo que é visível aos nossos olhos). Na esfera social, as aparências são o barômetro de quase todos os nossos julgamentos e você não deve se iludir acreditando em outra coisa.

Um escorregão em falso, uma mudança repentina em sua aparência, pode se mostrar desastroso".

"É mais fácil aguentar uma consciência suja do que uma reputação ruim", disse ninguém menos que Friedrich Nietzsche.

Por fim, algo que pouquíssimos percebem.

Você vai fazer negócios daqui 10, 15, 20 anos, com pessoas que você conhece hoje. Advinha o que será determinante para receber um "sim" no futuro de alguém que você conhece hoje? 
A impressão que estas pessoas tem de você, hoje.

Se você é estudante enquanto lê esta Carta, repense sua postura em sala de aula. Seu sócio(a), chefe ou parceiro(a) comercial pode estar no assento ao lado.

Ainda para os mais jovens, destaco que reputação não quer dizer que você não pode fazer farra. Play hard é bem-vindo, quando acompanhado do work hard. Vida real.

Seus resultados de amanhã são construídos hoje. 
Onde quer que chegue, você encontrará facilidades quando for precedido de uma boa reputação.

Muito depende da reputação. 
Dê a própria vida para defendê-la.
 

Sigo torcendo por você.
Abraços,

Arthur Lemos

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