Domingo, 22:01hrs.
Acabo de deitar ao lado da minha esposa e comentar, "amor, vamos jantar, a Carta vai ficar para depois – ficou péssima". 

Começamos um diálogo:
 

- Mas por que, amor?

 

- Porque tá ruim, não gostei. Entendo que faz parte ter versões melhores e piores, já que é um conteúdo diário. Mas, meu filtro não permite publicar algo que eu não goste.

 

- Mas você não comentou que queria escrever duas Cartas hoje por conta da semana puxada? Vai fazer como?

 

- Não vai rolar. Foda é que esse tipo de coisa precisa de dedicação, mas tem uma participação de inspiração também. Essa, nem sempre controlo.

 

- Amor, acompanho sempre seus "estralos loucos" no meio da noite pra fazer anotações e gravar áudios. Essa história de inspiração oscila muito mesmo, você deveria falar disso.


Golaço. Essa pauta merece um espaço por aqui.

A Carta, por mais simples que seja, é um ótimo exemplo. Você talvez não tenha ideia como esta simples iniciativa impactou centenas de pessoas. Nas minhas contas, já tenho mais de mil respostas às Cartas diárias em minha caixa de entrada, com apenas algumas semanas de conteúdo.

Isso pra mim é tão foda, que tenho dificuldade em explicar. Principalmente pelo conteúdo de algumas respostas.

Veja, a dificuldade sempre existirá. Porém, o propósito te deixa muito firme na missão. 

Não existe propósito sem tesão envolvido.

Comecei a estudar as histórias dos convidados para o próximo Happy Hour da Empreender Dinheiro, que acontecerá na próxima terça-feira. Um deles é o Andre Ferraz, CEO da In Loco, uma Startup Pernambucana que em breve, deverá ser avaliada em mais de um bilhão de reais.

O André comentou em uma de suas entrevistas que seu sócio usa o mouse com o pé. Isso mesmo. Mais especificamente o pé direito.

Pergunta de 1MM de dólares – o que leva um ser humano que tem mãos, a usar o mouse com os pés?

Ainda no início da empresa, as jornadas de trabalho na In Loco eram tão intensas que o sócio do André desenvolveu uma tendinite séria. Nas crises, não conseguia usar o mouse.

Parou de trabalhar?
Não.

Acionou o pé. Puta que pariu. Que tesão.

Me desculpe o palavrão, mas foi exatamente assim que reagi quando tomei conhecimento do caso.

Eu já havia falado sobre "tesão" por aqui, mas achei que valeria a pena destacar a impressionante conexão entre a paixão por aquilo que você faz e seu nível de inspiração.

Por isso, a Carta de hoje. 

Você não sabe qual o tamanho do esforço que está por vir. Mas, do meu humilde ponto de vista, uma coisa é certa: você só vai dar conta se estiver com o tesão em dia.

Direto ao ponto:
 

  1. Faça algo que te dê um caminhão de tesão;
  2. Busque isso constantemente, e;
  3. Não pare enquanto não conseguir.


Energize-se. 
Vamos pra cima, que a semana está só começando.

Estamos juntos.

Abraços,
Arthur Lemos

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