As vezes sinto um preconceito reverso quando “subo para palestrar”. Olham pra mim com um tom tão nítido, que por vezes consigo ler a expressão facial daqueles que pensam “um burguês falar de dinheiro.. assim é mole”... 

Não os culpo. 

Quando estamos insatisfeitos com alguma área das nossas vidas, procuramos nos justificar de várias formas. Uma delas é diminuindo outros(as) que tem sucesso na área em questão. Muitos não sabem, mas na área financeira uma parte relavante dos educadores e coachs financeiros, gerentes bancários e assessores das corretoras de valores estão absolutamente quebrados! Louco né? Trataremos disso um outro dia ;) 

O fato é que entendo esta “inveja” pois isso é natural do ser humano. Eu mesmo, na época que tocava cavaquinho (isso mesmo, fiz conservatório e já toquei em banda de pagode), quando me deparava com alguém muito bom sempreargumentava “também, o cara vive disso – tem tempo de sobra pra praticar”. Inveja.

Não me considero burguês, mas sem dúvidas tive muito apoio familiar e tenho muito orgulho disso. Contudo, para empreender, comecei do absoluto zero. Se quiser ser radical, não posso dizer ´absoluto´, pois pude contar com o suporte dos meus pais para arcar com as contas básicas de moradia, alimentação, educação.

O fato é que o começo do meu primeiro negócio foi solo. Sem escritório, sem sócio, (quase) sem apoio, contra a vontade da minha mãe, sem influência ou indicação de clientes por parte de amigos e familiares. Comecei na raça e sou grato a isso, pois a adversidade “cria casca”. 

Inclusive, se você está revoltado com suas condições atuais – agradeça. A adversidade é um dos maiores propulsores de ímpeto. Não me refiro a planejamento, análise, ideação, nada disso. Me refiro ao ímpeto para fazer. Segundo Ayrton Senna e seu preparador físico, a única palavra capaz de gerar resultados: fazer.

Por que estou contando tudo isso? 

 

Segunda-feira, 18:20hrs. 

Acabamos de nos mudar. A Empreender Dinheiro está de casa nova. Entro em uma reunião e descubro que uma das empresas que era referência para a ED anos atrás, faturou o mesmo que nós no ano de 2018. 

Faturamento não quer dizer tudo, mas quer dizer muito. Sem romantismo, funciona assim – sem vendas, não existe negócio. Alías, sem vendas, não existe enriquecimento.

Isto me fez pensar no trajeto. Ver o negócio crescendo (nem começamos), tomando corpo, é algo indescritível para um Empreendedor.

Junto com a nova sede, inauguramos uma nova vertical de atuação na ED, a Empreender Dinheiro Consultoria. Nesta área, através da Camila Maranhão, fazemos assessoria e consultoria financeira para empresas.

Junto a esta vertical de atuação, uma nova área pode surgir. 

Talvez por tudo isso, me deparei com o seguinte comentário dias atrás em nosso escritório: “a ED é um Grupo Econômico”.

Não demorou muito pra que outra pessoa no time lançasse “amei ´Grupo Econômico´ – muito chic”!

Fiquei atento, reflexivo.

 

Talvez para a área de Consultoria Empresarial, onde o ego faz parte do jogo, o termo seja importante. Por isso, pode ser que continuemos a usar. Tudo bem, faz parte.

Porém, já me encarreguei de adiantar para alguns personagens importantes do nosso time – somos uma empresa de pequeno porte, e não há problema algum nisso. Se o prazer está na jornada, e se ser grande for importante para nós (prefiro que sejamos os melhores, não necessariamente os maiores), então vamos nos divertir com a jornada entre sermos pequenos e chegarmos lá. 

Como assim Grupo Econômico? Não temos nem quinze pessoas no time! Não estou me referindo a conceitos contábeis e societários – falo da vida real.

Há uma poluição de pessoas que fingem ser para chegar lá. Fingem ser fodas para se tornarem fodas. Fingem ser grandes palestrantes para se tornarem palestrantes. Fingem ser super empreendedores, quando na verdade administram poucos boletos por mês. Onde estão estas pessoas? Abra seu instagram. 

Não precisamos disso. Eventualmente pode funcionar, mas a Verdade é sempre muito mais forte, além de criar laços de longuíssimo prazo com clientes, fornecedores e amigos. Verdade sras e srs, apenas isso.

Não sou um Grupo Econômico.
Inclusive, uma vez que se aceita isso, que se aceita quem você é, é possível transformar fraquezas em forças. Assim, se cresce.

Como?

“Eu não sou o maior financista do país, mas minha didática é inquestionavelmente forte, e isso é poderoso”. Te lembra alguém?

“Não somos uma multinacional, na verdade, estamos começando com nossa área de Consultoria Empresarial – e é justamente por isso que você deve nos contratar! Com poucos clientes, nosso contato é incrivelmente próximo. Justamente o que você precisa neste momento”.

Fraqueza vira força.
Nenhum discursso é tão forte quanto a verdade.

Pense nisso.

Abraços,

Arthur Lemos

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