Corporate Center - Torre JK 
Jardins, São Paulo.


Um amigo da Indústria Financeira me disse: "tem gente que paga 1MM de dólares pra sentar com o Tony Robbins – obrigatoriamente, essa pessoa precisa atender a dois pré-requisitos: ser milionária e depressiva". 

Confesso que apesar do tom pesado, achei engraçado. 

Porém, este mesmo amigo em uma outra conversa, onde estávamos analisando o modelo de negócios do Tony Robbins, me disse: "cara, até o Ray Dalio é cliente do cara! Tem muita gente muito foda que paga alto pra sentar com o Tony. Parece que ele é bom mesmo". 

Comecei a analisar o Tony Robbins para estudar quais estratégias do seu modelo de negócios eu poderia incorporar para a Empreender Dinheiro. Demorou um pouco até que eu pudesse superar o meu "pré-conceito". 

Foram tantos coaches nos últimos anos, que a palavra ainda assusta quem não é coach. No final das contas, assim como em qualquer profissão, existem péssimos profissionais e excelentes profissionais. 

O problema dos coaches é que esta relação é desequilibrada. Ser coach é opção para muitas pessoas que estão perdidas profissionalmente. Enfrentamos nos últimos anos um forte desemprego no país, e, com a contribuição destes fatores, a profissão Coach sofre hoje com muitos profissionais pouco preparados. 

Meu humilde ponto de vista. Concorde ou não, o que digo faz sentido – não é apenas o Arthur que tem este "pré-conceito".

O Tony Robbins, porém, é um daqueles que chamo "coaches de verdade". 

Perdi o preconceito em relação a ele após ler seu livro Inabalável. Muita lucidez e muita sinceridade ao falar sobre investimentos para "pessoas comuns". Obra fantástica. 

Estamos analisando algumas mudanças relevantes na ED, e, por isso, voltei a estudar seu modelo de negócios, assim como outras referências internacionais. Assinei alguns dos seus conteúdos gratuitos e hoje escutei um dos seus Podcasts. 

Nele, o Tony contava a história de quando ajudou pessoalmente o treinador Pat Riley. Riley foi quatro vezes campeão com o Los Angeles Lakers e uma vez com o Miami Heats. Hoje, é o atual presidente do Miami Heat, fazendo parte da seleta lista do Hall da fama do basquete americano. 

Os treinos do Pat eram conhecidos por serem extremamente duros. Dizia ele que, se os treinos fossem extenuantes, a alta performance nos jogos seria natural. 

Mas, mesmo passando por treinos dificílimos, o time dos Lakers havia perdido nas finais. Qualquer um de nós que entrega uma vida de dedicação ao longo de um ano inteiro de trabalho, sente a dor de perder. 

A moral ficou baixa. 

No ano seguinte, 1985, algo nunca antes visto pelo treinador aconteceu. 

Na volta da temporada, ele propôs para o time que, para evitar a dor da perda novamente, eles precisariam melhorar em 25% seus números de performance. 

O resultado – os jogadores acharam a proposta absurda e simplesmente não aceitaram. Uma espécie de rebelião. 

Pat, sem saber como atuar diante deste novo contexto, procurou Robbins. A estratégia que os dois desenharam seguia na exata contramão daquilo inicialmente proposto pelo Pat.

No diálogo, a primeira pergunta feita por Robbins: 

– "Vocês foram até a final e perderam por pontos. Você realmente precisa melhorar 25%"? 

- "Não. Mas eu penso que se eu propuser 25%, a gente pode melhorar uns 10%. Isto seria suficiente".


- "Eis o problema: você ultrapassou o limite da crença dos próprios jogadores". 

Primeira lição – quando você propõe algo além do limite/crença, há chances de ver as pessoas desistindo das metas. 

No mundo corporativo isto é especialmente perigoso. Dependendo da relação de hierarquia, aqueles liderados por você podem desistir das metas sem expor a falta de crença. 

Sobre a retomada com os jogadores, a estratégia envolveu dois passos simples:
 

  1. Pedir desculpas. 
    Assumir que jogaram muito bem e que imaginar que, eles que haviam entregue a alma em cada um dos jogos na temporada anterior, poderiam ser 25% melhores... Era incoerente! 
    Disse Pat aos jogadores: "vocês deram tudo de sí, isto é indiscutível. 25% é utópico, não sei onde eu estava com a cabeça".

 

  1. Provocar. 
    "Na verdade, todos demos o nosso máximo e não há nada a mais que possamos fazer. Fizemos tudo que era possível. Aquele foi o nosso melhor – não podemos melhorar. 
    Vamos fazer o seguinte: vamos tentar replicar a nossa performance do ano passado. É o nosso melhor, e se fizermos isso, teremos a consciência tranquila de que fizemos o nosso melhor.


O que será que acontece com atletas profissionais de alto rendimento quando você diz que "sabe que eles não conseguem fazer melhor?". 

Naquele ano, o Lakers foi campeão nacional. De acordo com o Pat, tudo começou com o ajuste de estratégia desenhado com o Robbins. 

Esta abordagem serve como excelente plano contingencial para contornar resultados não alcançados com sua equipe. 

Uma excepcional carta na manga para momentos difíceis. 

Principal lição de hoje - o maior empurrão que você pode dar em alguém comprometido, é duvidar da sua capacidade. 

Sigo torcendo pelo seu sucesso. 
Conte comigo. 

Abraços,
Arthur Lemos.

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