Nos livros sim, mas na selva, não.

Aqui, temos uma lição fundamental. Lição está que carrega um preço caríssimo pra quem a ignora.


Novos Mundus, Século XV

O homem que descobriu a América foi pouco recompensado por sua descoberta. Erro dele, que optou por ficar calado com o intuito (movido pela ganância) de procurar ouro.

Américo Vespúcio fez o oposto. Mesmo chegando no Novo mundo com cinco anos de atraso em relação a Colombo, ele conseguiu obter destaque mesmo não sendo o primeiro.

Além de posicionar o o Novo Mundo como continente separado, Vespúcio escreveu relatos detalhados sobre as terras e sua teorias. Estes, foram entregues ao Duque de René que se encarregou de espalhar a palavra para cultos e intelectuais no velho mundo. Uma de suas cartas, a Mundus Novus, foi traduzida para 40 línguas diferentes em um período de mais de 25 anos.

Resultado?

Ainda vivo, Américo Vespúcio foi premiado com cidadania castelhana, além de receber cargo oficial no Governo Espanhol. 
Os Europeus lhe creditaram a descoberta do Novo Continente, que recebeu nome de América em sua homenagem.

Cristóvão Colombo morreu na prisão.

Evidente que não sou historiador, mas cruzei com esta história e acredito que ela guarda uma importante lição para o mundo dos negócios.

Quando eu estava a frente do nosso Programa de Educação Financeira para crianças nas escolas, me envolvia em muitas reuniões com professores, coordenadores e diretores escolares.

Muitas escolas privadas em nosso País são empresas familiares, de tal maneira que a realidade para muitos professores é: dificilmente chegar a direção, possivelmente chegar a Coordenação.

Se tornar Coordenador é algo perseguido por muitos professores. 
Porém, poucos conseguem (lógica de mercado).

Com o tempo, percebi uma característica fortíssima em comum a todos os coordenadores que conheci. 
Eram contadores de histórias, ou seja, promoviam seus trabalhos.

Muitos professores fazem trabalhos incríveis em sala de aula, mas a ‘comunidade cliente’ (pais e direção) nunca fica sabendo. 
Trabalho (quase) em vão.

No mundo do empreendedorismo se diz que as idéias não tem valor algum, o que tem valor é uma ideia executada
Discordo.

A exemplo de Colombo vs Vespúcio, acredito que o que vale mesmo é uma ideia bem executada.

Sobre ser “bem executada”, além de qualidade, considere a divulgação das suas teorias e soluções. Isto é tão importante que pode transferir a faixa de pioneirismo do primeiro, para o segundo lugar.

Preciso discordar de um dos livros mais queridos dos últimos tempos, o Seja Foda, do Caio Carneiro.

Lição do dia: Apenas ser foda, como diria o Caio, não resolve. 
Não é o suficiente.

Busque sempre a certeza que os outros estão percebendo isso.

Mais uma vez, sempre vale lembrar: autoridade não está relacionada ao que você é, mas ao que os outros veem em você.

Minha opinião sobre investimentos talvez seja relevante para você. Para um familiar seu, qualquer opinião minha corre o risco de despertar algo como “quem é esse moleque falando sobre dinheiro mesmo”?

No fundo, é sempre uma questão de percepção.

Por sinal, sua última realização, chegou em quem deveria chegar? 
Divulgue-se.

Conte comigo.
Abraços,

Arthur Lemos 

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